...O que se produzir (na velhice) será a soma do que pensaram e pensamos de nós, do quanto nos amaram e nos amamos, do que fizeram pensar que valemos e do que fizemos para confirmar ou mudar isso. Construir um ser humano, um 'nós', é um trabalho que não dá férias nem concede descansos: sempre haverá paredes frágeis, cálculos malfeitos, rachaduras.
Porém, se fosse só isso, ainda seria simples demais.
Nem inteiramente vítimas, nem totalmente senhores, cada momento de cada dia um desafio. Essa ambugüidade nos dilacera e nos alimenta. Nos faz humanos.
Adaptado de Lya Luft, Perdas e Ganhos.
sábado, 7 de março de 2009
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